quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Qual é o seu tempo?
Sabia que ele não existe?
Te digo
Confesso
o tempo é inexistente,
mas,
calma aí
calma lá
de que tempo estamos falando?
Cada um no seu tempo,
ein?!

devaneios01

O amanhã fica sendo amanhã a vida inteira. O hoje não existe, e o ontem só existe para pensarmos numa melhoria para o utópico amanhã.
P porque
E é
S sempre
S ser
O o
A anti
S santo            
                                   ?

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Serviço antropológico estrangeiro

Existia um grupo em extinção. Os seres eram todos como o bebê de mandioca do Labirinto do Fauno, porém eram molengos, gelatinosos. A minha missão, junto com o alemão e mais um outro, era ter relações sexuais com esses seres para garantir as suas existências: o seres do grupo eram produtos de uma experiência científica amadora, foram criados da natureza morta e agora tinham vida, vida que não garantia a criação de outra semelhante. Eram seres assexuados entre si, porém não com os humanos. Eram seres apegados ao seu pequeno grupo de seres da servidão de um amador louco.
As vezes, na missão, transávamos com mais de um ser não-humano, pois a suas sedes, pressa e medo dominavam qualquer coisa ou ser que estivesse lá. Fazia isso com todo o meu coração e, percebi que não estava sozinha. Aquela gente, que agora tornou gente pois tinha o que toda gente tem e o que a gente sente, era gente mesmo.
Era pura gelatina!
(com coraçõezinhos mergulhados)

de 31/08/11 - 01/09

de 31/08/11 - 01/09
Estávamos num parque da Disney, ou em algum outro parque de diversões. Chovia. O parque estava vazio porque todos estavam num brinquedo semelhante a um cinema, mas mais dinâmico e com estrutura com cor de terra. Dentro toda aquela diversão, eu chorava muito. Minhas lágrimas se confundiam com a chuva forte. Não sei se chovia bem ou se a chuva era apenas uma impressão por eu estar chorando tanto. Alexandre ficava deitado à minha frente e me contava que agora tinha uma psicanalista e estava conformado comigo e com tudo. Eu tentava despertá-lo de alguma forma, mas nada do que eu falava provocava qualquer reação. Ele ficava calado, me olhando. Eu fazia perguntas, chorava, brigava, pedia, implorava, mas Alexandre não tinha nenhum reação. Ele estava conformado. Não nos tocamos em nenhum momento. Chovia muito e o parque estava vazio. Eu chorava muito, eu chovia muito. Morria de aflição. O telefone tocou e me despertei. Era Alexandre dizendo bom dia. E não foi sua psicanalista que recomendara.