de 31/08/11 - 01/09
Estávamos num parque da Disney, ou em algum outro parque de diversões. Chovia. O parque estava vazio porque todos estavam num brinquedo semelhante a um cinema, mas mais dinâmico e com estrutura com cor de terra. Dentro toda aquela diversão, eu chorava muito. Minhas lágrimas se confundiam com a chuva forte. Não sei se chovia bem ou se a chuva era apenas uma impressão por eu estar chorando tanto. Alexandre ficava deitado à minha frente e me contava que agora tinha uma psicanalista e estava conformado comigo e com tudo. Eu tentava despertá-lo de alguma forma, mas nada do que eu falava provocava qualquer reação. Ele ficava calado, me olhando. Eu fazia perguntas, chorava, brigava, pedia, implorava, mas Alexandre não tinha nenhum reação. Ele estava conformado. Não nos tocamos em nenhum momento. Chovia muito e o parque estava vazio. Eu chorava muito, eu chovia muito. Morria de aflição. O telefone tocou e me despertei. Era Alexandre dizendo bom dia. E não foi sua psicanalista que recomendara.
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